Jean Carlo “Suissa” Nascimento, criador da Webschool.io

webschool suissa javascript node.js mongodbJean Carlo Nascimento, o Suissa, é um desenvolvedor itinerante, que viaja por todos os cantos do Brasil evangelizando o JavaScript, ministrando palestras, cursos, consultorias e tudo que envolva JavaScript e NoSQL

Nesta semana, ele aceitou conversar com o Livecoding.tv.

Confira o que conseguimos saber sobre ele:

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Quando você descobriu código e programação? Você, desde cedo, teve a curiosidade de saber como um computador funcionava?

Foi entre 14 e 15 anos quando ganhei meu primeiro computador e, 6 meses depois já estava “hackeando” sites. Hackeando entre aspas mesmo porque, na verdade, eu era um scriptie kiddie que só sabia executar os exploits, mas isso me fez executar scripts de C e Perl no Windows, apesar de passar quase o dia todo no Linux. Comecei no Conectiva 1, meu modem era winmodem e não conectava na Internet nem f#dendo. Por isso, quando era 23:50, eu migrava para o Windows eheheheheh…

Quais foram as primeiras linguagens que você aprendeu? Teve alguma dificuldade? O que foi mais difícil?

As primeiras, de verdade, foram na faculdade: Assembly, C, Pascal, Object-Pascal (Delphi), Java. Porém, as que eu trabalhei minha vida como profissional, PHP e JavaScript, eu aprendi sozinho.

Assembly com certeza é a mais difícil por ser de baixo nível, aliás do mais baixo nível possível.

Para você, o que é necessário para ser um bom programador?

Saber o básico: algoritmo, lógica, estrutura de dados, um pouco de matemática e inglês. Sim, saber Inglês é importantíssimo na nossa área, não existe nenhuma desculpa para não se aprender, nenhuma.

Você é um evangelizador do JavaScript. Por quê JavaScript? O que há no JavaScript que te cativou? Há algum framework que você gosta mais?

O JavaScript começou a me conquistar na época do início do jQuery, porém foi com Node.js e MongoDB que eu me libertei do PHP e MySQL. Eu sempre vi um poder incrível nela e a cada ano isso só aumenta. Além do que a sintaxe era bem próxima das linguagens que eu já conhecia e, por já ter brincado de webmaster na adolescência, eu já tinha entendimento razoável de frontend.

webschool suissa javascript node.js mongodbQuando você decidiu abrir a Webschool.io? Você teve apoio de familiares e amigos? Como foi dar aula pela primeira vez? Acredita que, com a experiência, você se tornou um professor melhor?

Em 2014, eu já estava com a ideia, porém era apenas eu. Depois, fui maturando ela e soltei oficialmente no final de 2015 junto com a campanha de crowdfunding do Be MEAN. Hoje, nosso canal já possui mais de 4500 inscritos e mais de 120000 views.

Vários amigos meus achavam que era apenas pira da minha cabeça. Familiares nunca entenderam muito o que eu faço então não tive muitos problemas, porém inverter minha vida de capitalista para anarquista é o que realmente mudou minha vidaEu ainda estou em processo de evolução como professor. Principalmente depois de ter lido Paulo Freire, sei que tenho muito ainda a melhorar e essa é minha meta de vida, ser um professor F#DA PRA CARAL#O!!!

Você já deu cursos presenciais ou apenas por vídeo?

Em 2010 comecei como professor e já foi logo em um faculdade, em Itararé, São Paulo, depois que criei o Be MEAN há quase 3 anos atrás ministrei ele tanto online como presencialmente em várias cidades pelo Brasil e há 1 ano eu dou aula em pós-graduações presencialmente. Até agosto, eu ainda dou aula em 2.

Como foi essa reviravolta na sua vida descrita por você no artigo “Como ir da Direita para Esquerda em poucos passos”? Você diz que adquiriu conhecimentos sobre os assuntos sociais. Onde você adquiriu estes conhecimentos? Que autores, textos, vídeos você sugere?

Na verdade, minha mente lógica não me deixava em paz por perceber como minha vida é fácil comparada a maioria das pessoas e na minha lógica eu não posso aceitar isso Logo, precisei fazer algo para mudar, pelo menos para minha consciência ficar em paz.

Então, estudei um pouco sobre Psicologia, Filosofia, Política, Economia e a ler relatos de pessoas que falam com conhecimento de causa sobre coisas que a gente não vive, por exemplo não saber se terá duas refeições naquele dia.

Não acredito em acabar com o capital, mas sim em tornar ele numa ferramenta de evolução social, que utilizado de forma lógica baseada no bom convívio da sociedade pode mudar o mundo e é isso que quero provar.

Como você vê que o ensino de programação pode mudar o mundo em sua volta?

Acredito que os programadores são agentes da mudança, nós temos uma das poucas profissões que apenas resolve o problema dos outros, logo é bem lógico que esse seja o caminho e atualmente vejo um aumento de iniciativas de projetos além de open-source também sociais, que é o mais importante.

Você é apoiador do JS4Girls. Quando você percebeu que há uma grande diferença entre o número de profissionais homens e o número de profissionais mulheres no ramo da programação e desenvolvimento? Você vê que o número de mulheres começou a aumentar?

Na verdade, eu sou o criador do JS4Girls. Sempre notei na verdade pois eu fiz duas faculdades ao mesmo tempo e quando estava dando aula em uma faculdade e era aluno em uma pós, eu raramente via mulheres e isso só se acentuou quando fui para São Paulo há uns 4, 5 anos.

Hoje em dia vejo que está aumentando o interesse entre as mulheres, mas ainda está longe de ser o ideal.

Qual mensagem você tem para os estudantes que escolherem programação e código como profissão?

Parabéns escolheram certo, mas também se f#deram! Terão que estudar quase todos os dias da sua vida apenas para não ficarem para trás e isso que é o mais gostoso.

Aproveitem e usem o poder que vocês têm de solucionar problemas e apliquem nos problemas da vida real.

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Para conhecer as histórias de outros programadores brasileiros, fique ligado nas atualizações do blog do Livecoding.tv.

Se quiser assistir ao desenvolvimento de projetos de programadores brasileiros, confira estes vídeos.

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